SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE

Dados Gerais

Personagens da Região

Colônia de Pescadores Z9

Sindicato dos Trabalhadores Rurais

Cronologia

Educação e Cultura

Coisas da Terra

Meio Ambiente

Poderes Públicos

Registros Históricos e Curiosidades

Endereços e Telefones Úteis

 



 

Mestre Zuza

José Rodrigues de Barros é natural de Várzea do Una, começou a construir barcos em maio de 1971, com machado, enxó, serrote e martelo. Seu primeiro barco chamava-se Garoto, com 6 metros de comprimento e 2 de boca, com altura de 70 cm, feito para seu tio José Rodrigues de Barros. Constrói uma média de 6 barcos por ano e o maior que fez foi um catamarã de 17 metros e boca de 5,5 metros, depois veio um monocasco de 16 metros e boca de 4,5 metros.



Amaro Lopes da Silva

Tem 85 anos e 57 Várzea do Una e de casado com Rosália Vieira da Silva, em 15 de dezembro de 2001. Trabalhou no armazém da usina Rio Uma até 1957 e depois passou a ser prático no estuário do rio Una - eram 10 práticos, sendo 2 para cada barcaça e cobravam 2 mil reis e 5 tostões para cada barcaça.

 


 

José Basílio

Nasceu em Várzea do Una, em 1918 e era barcaceiro, transportando açúcar do Porto do Gravatá, em São José da Coroa Grande, para o Recife. Tido por todos como possuidor de uma força descomunal, conseguia empurrar na vara barcaças, lanchas e jangadas na vara.


Josefa Maria Farias

Nasceu em Cabo de Santo Agostinho, em 15 de agosto de 1922, tendo chegado em Várzea do Una em 1930, quando da revolução. É filha de um negociante de peixes, e por um bom tempo comissário de polícia, Pedro Henrique da Silva. Casou aos 15 anos com o barcaceiro Lídio Cecílio de Farias e teve 21 filhos, sendo mãe, avó e bisavó de grande parte dos habitantes de Várzea do Una.

 


 

Manoel Alves de Barros

Natural de Limoeiro e nascido em 03 de outubro de 1929, chegou em São José da Coroa Grande em 1980 e teve 13 filhos. É próspero negociante de materiais de construção e em 1999 fundou a Casa de Apoio, juntamente com o Pe. Franco, que hoje funciona como associação, administrada pela Pastoral de Criança e abrigando cerca de 60 crianças de rua. Em reconhecimento aos trabalhos realizados para a comunidade, recebeu o título de Cidadão Coroense.


Severino Ramos Alves

Nasceu em Rio Formoso, em 25 de março de 1935, tendo passado a morar em São José da Coroa Grande em 1965, quando foi nomeado dentista da cidade. Em 1966 foi nomeado pelo então Presidente da República Humberto Castelo Branco, de acordo com o ato complementar nr 11 de 28 de junho de 1966, como interventor, após a renúncia do então prefeito Bráulio da Rocha Cavalcanti. Depois foi prefeito eleito, nos períodos de 1970 a 1972, com 995 votos e em 1976 a 1980, com 767 votos, ambos pela ARENA.

 


 

André Dahoui

Nasceu em Batna, na Argélia, então departamento francês, em 21 de maio de 1925. Após trabalhar em consulados, hotéis e multinacional francesa, conheceu São José da Coroa Grande, onde passou a morar em 1971, tendo fundado e administrado até 1998 o Hotel e Restaurante do Francês, hoje transformado na Alameda do Francês, que conta com 18 lojas, dentre as quais o Restaurante Recanto dos Crustáceos.


Earl Nielsen

Nasceu no Arizona, em 19 de março de 1916, e após morar 25 anos no Havaí, correu o mundo trabalhando em ciências agrárias, pela empresa American Factory. Em 31 de maio de 1966 casou com a barreirense Vera Nielsen e desde fevereiro de 1979 mora em São José da Coroa Grande. Escultor de grande talento, tem na arte chinesa, africana e dos incas a maior inspiração. É também malacologista e conquiologista (estudioso e colecionador de moluscos) e presidente de honra da Associação Coroa Grandense de Artes e Letras.

 


 

Amaro José da Silva

Nasceu em Maragogi - AL, em 05 de julho de 1922. Ainda jovem foi para a Fazenda Manguinhos, em São José da Coroa Grande, para trabalhar no corte de cana e limpeza do mato, e depois como tirador de coco. É casado com dona Maria José da Silva, com quem teve 25 filhos, dos quais apenas quatro sobreviveram.


Arlindo Cidrin da Silva

Nasceu em Maragogi - AL, em 14 de março de 1912, passou a morar em São José da Coroa Grande em 09 de agosto de 1923. Foi proprietário da tradicional casa comercial Farol do Povo, que comercializava tecidos, calçados, ferragens e miudezas.

 


   

Bartholomeu Pereira da Silva

Conhecido como Nenga, nasceu em Rio Formoso e desde os anos 70 participa ativamente da história da cidade, cabendo ao mesmo a criação da bandeira do município. Desempenhou as atividades de jornalista da Sudene e Jornal do Comercio e também de professor do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco.


Marinita Verçosa Vasconcelos

Nasceu em Maragogi - AL, passando a morar em São José da Coroa Grande em 1951. Foi professora e tabeliã do Cartório do Registro Civil, sendo considerada uma das mulheres mais elegantes do município.

 


 

Josefa Rocha da Silva

Nasceu em Maragogi - AL, em 06 de julho de 1901e desde 23 de setembro de 1923 moradora de São José da Coroa Grande. Foi por 35 anos funcionária dos Correios. Viúva sem filhos, de uma memória invejável, é considerada como a mais antiga moradora do município.

Benedita Maria da Conceição

Pescadora, alegre e sempre foi apaixonada pela vida e por muitos homens, mas amada por poucos. Diz que as maiores decepções foram os maridos ruins e as melhores alegrias quando os deixava. Teve 7 filhos, 3 homens e 4 mulheres, todos já mortos, sendo 6 de morte natural e um assassinado.

(In memorian)

 

Amaro de Lemos

Morador dos mais antigos de Várzea do Una e falecido em 2001, teve 10 filhos e uma memória privilegiada sobre tudo o que se passou na região desde o início de 1900.

Carlos Dias da Silva

Formado pela Escola Normal do Recife, foi nomeado em fins de 1800, pelo governador, como professor primário em São José da Coroa Grande, função de desempenhou maestria até 1910. Casou de cabeça raspada, para justificar o que sempre dizia, que "casamento era coisa para doido", mas depois viveu feliz, pelo que se sabe, tendo ainda 5 filhos.

Estácio de Albuquerque Coimbra

Nasceu em 02 de outubro de 1872, no engenho Tentugal, em terras de São José da Coroa Grande, na época Barreiros, tendo se casado com a sinhazinha Dondon, com quem teve 3 filhos. Se formou em direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1892. Foi governador interino em 1911, deputado, senador e Vice-presidente da República no governo de Artur Bernardes, entre 1922 e 1926, época em que o país vivia em permanente estado de sítio. Entre 1926 e 1930, quando era presidente Washington Luis, foi governador de Pernambuco, tendo sido afastado em 1930, quando da revolução, e partido para o exílio na Europa, juntamente com Gilberto Freyre, seu secretário particular, após tentativa de resistência em sua propriedade na praia do Gravatá, em São José da Coroa Grande. Faleceu em Recife, em 09 de novembro de 1937.

 


 

Júlio Celso de Albuquerque Bello

Nasceu no Engenho Tentugal, em 28 de julho de 1873, tendo ido morar no Engenho Queimadas com menos de um ano de idade. Com a morte do pai, o Major Ajudante de Ordens José Francisco Bello, em 1898, passou a ser senhor de engenho. Foi governador interino na ausência do governador Estácio Coimbra ( 1926 a 1930 ). Com o encerramento da carreira política, em 1930, voltou a morar no Engenho Queimadas. Em 1935, escreveu "Memórias de um Senhor de Engenho" e faleceu em 25 de abril de 1951.

Ruy de Ayres Bello

Filho de Ayres Bello e Aurora Nunes Acioli, nasceu no Engenho Queimadas, no sítio denominado de Riacho dos Bois, em 1904, tendo ido para São José da Coroa grande antes de completar um ano de idade, onde passou até 1908, quando foi para Barreiros, após uma epidemia de varíola que dizimou grande parte da população, inclusive dois dos seus irmãos. Foi advogado, deputado, grande professor, historiador, escritor de vários livros e membro da Academia Pernambucana de Letras, além de católico fervoroso.

 

Lívio Tenório

Prefeito eleito em outubro de 1992, com 2.329 votos, contra 1.948 votos dados a Quirino Fábio e 1.008 a Antônio Neto. Anteriormente foi prefeito da cidade dos Barreiros por dois períodos. Em abril de 1993 obteve a reinstalação da comarca, época em que o município contava com 11.498 habitantes.
A missa de posse foi celebrada por D. Acácio Rodrigues, bispo de Palmares, contando com a presença de D. Helder Câmara. Depois a festa aconteceu com um show da Banda Ogiva. Foi assassinado em 10 de abril de 1994, então com 61 anos, no apto 318, do Hotel Park Sol, por Marivaldo Guedes, a mando do então vice-prefeito Fernando José.