ENGENHO MORIM

Localização e Áreas

A propriedade está localizada a cerca de 6 km da PE 060, considerando o acesso através do Engenho Tentugal, mas também pode ser acessada através da cidade de Barreiros, pelo Engenho Campinas, tendo como coordenadas geográficas da casa grande 08052’00” S e 035012´28”W.
Possui uma área de total de 1.029 hectares, dos quais aproximadamente 600 hectares são constituídos de área de preservação permanente contemplando mata atlântica e margens de rios e riachos.

História

Conforme dados do “Plano de Preservação dos Sítios Históricos do Interior”, elaborado pela FIAM, o Engenho Morim foi fundado no século XVIII, pela Baronesa de Gindahy.
As construções existentes contemplam a casa grande, estábulo, banheiro de carrapaticida, estrumeira, moita e casas de moradores, que conservam as linhas arquitetônicas originais. Também pode-se observar as ruínas da capela, em frente à casa grande.
Trata-se de uma propriedade de inestimável valor histórico, por ter sido a casa de morada no Dr. Estácio de Albuquerque Coimbra, maior empresário da região e proprietário da Usina Central Barreiros e político que ocupou por duas vezes o governo de Pernambuco, sendo interinamente em 1911 e depois eleito em 1926, tendo sido ainda vice-presidente da república entre 1922 e 1926.
O Dr Estácio de Albuquerque Coimbra casou com Joana Castello Branco, filha e herdeira do então proprietário Major Francisco Ferrão Castello Branco, tomando posse da propriedade e adquirindo terras vizinhas, fazendo do Engenho Morim um latifúndio dos mais belos e produtivos.

Fontes de Renda

No final do século XX, a principal fonte de renda estava na atividade da pecuária centrada na criação de búfalos.

Meio Ambiente

Na mata atlântica são encontradas espécies da flora nativa como sucupira, maçaranduba, urucuba, praiba, pau de jangada, embiriba, cupiuba, pau d´árco, favinha, caboatã, jitai, camaçari, bulandi, murici, sambaquim, pau pombo, visgueiro, louros, acácia-negra, babaçu, seringueira, carnaúba e castanha-do-pará, dentre outras. Quanto à fauna, são encontradas espécies como papa mel, tamanduá, preguiça, quati, tatu, furão, cutia, paca, porco do mato, araponga, pintor, canário-da-rterra, sabiá da mata e cassaca de couro.

Cronologia de Posses

Conforme registros de documentos em cartórios, foram obtidas informações que restauram parcialmente a história do engenho com relação aos proprietários e transmissões de posse, que eram feitas por partes, conforme documentos:

• 1882: De Francisco Ferrão Castelo Branco para herdeiros Briandina de Paula Castelo Branco e Joana Castelo Branco Coimbra ( menor )
• 1900: De Espólio do Cap. Carlos Roberto Tott, na pessoa do inventariante Lourenço Guedes Alcoforado, representado pelo advogado Dr. José Nicolau Pereira dos Santos, para Estácio de Albuquerque Coimbra.
• 1907: Transferência de crédito de Carlos Augusto Gomes Leal, sócio da firma Leal Irmão & Cia, para Estácio de Albuquerque Coimbra.
• 1908: De Cel. Minervino Nominando de Gusmão para Estácio de Albuquerque Coimbra
• 1916: De Cap. Manoel Castelo Branco e sua mulher Almerinda Lins Castelo Branco para Estácio de Albuquerque Coimbra.
• 1917: De Estevam Paes Barreto Ferrão Castelo Branco para Estácio de Albuquerque Coimbra.
• 1953: Arrendamento de Joana de Castelo Branco Coimbra e João Coimbra Neto para José Maria Gomes.
• 1958: Locação de Joana Castelo Branco Coimbra e João Coimbra Neto para Usina Central Barreiros
• 1960: De João Coimbra Neto para Nair Coimbra de Magalhães Castro e seu marido Francisco de Magalhães Castro e D. Maria Alice Coimbra da Silveira e seu marido Guilherme da Silva Filho
• 1968: De herdeiros de Estácio Coimbra para Heinz Spiegelberg.
• 1971: De espólio de Joana Castello Branco Coimbra, Francisco Magalhães Castro e sua mulher e Guilherme da Silveira Filho e sua mulher, para Heinz Spiegelber e sua mulher Aurenita Lundgren Spiegelberg.
• 1976: venda de 7,5 hectares do Engenho Morim para Hermenegildo de Queiroz da Silva
• 1977: venda de 42,17 hectares para Alfredo Jerônimo da Silva e outra área de 42,2 hectares a José Vicente Ferreira.
• 2003: venda de 1029 hectares para Diógenes de Oliveira Paes Barreto e José Lourenço de Oliveira Neto.

Planta de situação

Planta Baixa da Casa Grande

Planta Baixa da Capela – em ruínas