CULTURA

O município é um rico celeiro de artistas, tendo expoente nas artes plásticas como a escultora de prestígio internacional Valerie la Verne. Dentre os vários outros artistas podem ser citados Deon e José Alexandrino, que tem inúmeros painéis em alto relevo em empresas e áreas públicas; Vera Nielsen, que molda máscaras e objetos em cerâmica, e membros da família Charro, que tem nos materiais nativos fonte de inspiração na composição de peças de artesanato.
Na literatura pode ser citado o escritor e jornalista Bartolomeu Perreira - Nenga, e na poesia Juliete Carvalho, autora da letra do hino do município.
Na dança, o Grupo Flor do Litoral, da coreógrafa e bailarina Márcia Rejane, representa do folclore local, já tendo ultrapassado as fronteiras do estado de Pernambuco.
Na música estão as bandas das escolas das redes pública e privada, que periodicamente participam de eventos, e os grupos musicais Siri Mar ( Edmilson e Albérico ), Encanto Musical ( Dalci e Edir ), Banda Ki Balanço, do vocalista Kleber, além de Alexandre seresteiro, Robson Timbalada vocalista e o grupo barreirense-coroense Anjos da Noite ( Geno, Galego e Nenê ).

Festas Populares

O município de São José da Coroa Grande é um dos mais festeiros do litoral sul do estado de Pernambuco, certamente tendo como influência a cultura arraigada dos primitivos habitantes e o quase inexistente estresse dos seus habitantes.
Qualquer coisa é motivo de comemoração, regada a bebida e animada grupos musicais. Mas as principais festas registradas em calendário tem como justificativa a homenagem aos padroeiros ou emancipação política, além do Carnaval.

São José

A tradicional festa é realizada em 19 de março, em comemoração ao dia do santo padroeiro da cidade de São José da Coroa Grande. Missas, parques de diversões, competições esportivas e apresentações de bandas com artistas famosos fazem parte da programação.

São Sebastião

Realizada no dia 20 de janeiro, em comemoração ao dia do santo padroeiro da vila de Várzea do Una, é considerada uma das maiores e mais animadas festas do litoral da zona da mata sul de Pernambuco.
Para lá convergem inúmeros turistas das cidades circunvizinhas e também grande parte dos nativos que migraram para outras cidades, se constituindo em uma oportunidade anual para rever familiares e batizar os filhos.

São João

A festa é realizada no dia 24 de junho, em comemoração ao padroeiro da Vila de Abreu do Una, quando a tranqüilidade dá lugar a um imenso burburinho nas principais ruas. Competições esportivas e apresentações de bandas dão um especial colorido às festividades.

São Pedro

A festa de São Pedro, realizada no dia 29 de junho, é marcada pela presença dos barcos da colônia Z9, de São José da Coroa Grande, que navegam em procissão marítima em louvor ao santo padroeiro dos pescadores, desde o cruzeiro, em frente à Matriz de São José, até a foz do Rio Meireles.
Competições, brincadeiras típicas de pescadores e premiações aos barcos participantes fazem parte das tradições.

Carnaval

O Carnaval é a festa que concentra maior quantidade de pessoas, muitas delas oriundas das cidades do interior, tais como Caruaru, Palmares, Catende, Santa Cruz do Capibaribe e Garanhuns. Trios elétricos tocam à partir das 22 horas até amanhecer o dia.
Inúmeros blocos desfilam nas ruas e no domingo de carnaval é realizado o Carnamar, o carnaval na água, quando uma banda de música toca na “prainha”, um banco de areia formado nos recifes de corais, localizado a cerca de 1000 metros da praia, onde estão inúmeros nativos e turistas.

Festcoco

Realizada em data móvel, no mês de novembro, as festividades tem como objetivo divulgar a cultura do coco e suas aplicações, contando com apresentações de bandas, feiras de produtos regionais e competições típicas de tiradores e descascadores de coco.
Esta festa tem tido brilho ameaçado por conflitos de origem política, no que diz respeito aos choques de datas de patrocínio.

Emancipação Política

A cada dia 11 de abril o município comemora a data da emancipação política, quando inúmeros eventos são programados, sempre encerrando com a apresentação de bandas.

Museu

Na vila de Várzea do Una está localizado o Museu do Una, fundado em 22 de abril de 2000, com o objetivo de resgatar e preservar a história, cultura e meio ambiente da região.
Conta com biblioteca e mantém uma média de 2.000 visitantes por ano, já tendo patrocinado vários eventos, dentre os quais o Seminário de Biologia, Pesca e Meio Ambiente, o Salão de Artes da Costa Dourada, e cursos de educação ambiental.

Folclore

Samba-de-matuto

O Samba-de-matuto é uma manifestação folclórica remanescente dos antigos engenhos de cana-de-açúcar, onde entre seis e doze mulheres, denominadas de baianas, caracterizadas por roupas coloridas, rodopiam no salão, só parando para escutar os mestre e contra-mestre, nomeados repentistas, declamarem poesias improvisadas ao som do ganzá, bombo e triângulo, tendo às vezes a presença de um sanfoneiro.
O primeiro mestre da região que se tem notícia foi o Albérico Paulo. Depois vieram Benedito Honorato, um pedreiro com excelentes dotes poéticos e José Tomaz, que bem servia aos senhores de engenho Júlo Bello, José Leitão e Batista Acioli.
Até bem pouco tempo, somente restava o samba-de-matuto Leão do Brasil, fundado, pelo que se tem de notícia em 1945, tendo como mestre Antônio Apolinário dos Santos – Antônio da Dió, falecido em março de 2001 e deixado o legado ao Sr. Luis Ribeiro de Oliveira. Registra-se ainda como famosa porta bandeira a Amara Luiza da Conceição - Amara Cadó.
Em São José da Coroa Grande, na margem da rodovia PE 060, encontra-se o Samba-de-matuto Leão do Brasil, instalado em uma construção em taipa, com alguns quartos de aluguel e um pequeno terraço, tendo como público pessoas humildes que costumam beber em excesso, não mais sendo recomendado como um ponto de atração turística.
Em virtude das condições apresentadas, o samba é apenas lembrado através de apresentações de grupos folclóricos, quando de eventos, mostrando o que foi até fins do século XX, quando no carnaval saia às ruas como bloco, visitando casas e homenageando os proprietários, que recompensavam a honraria colocando dinheiro alfinetado na bandeira.

Pastoril

Conta a história que o pastoril é uma forma animada de representar os presépios, contemplando canções natalinas denominadas villancicos ( jornadas ), tendo origem na Península Ibérica e como precussores no Brasil os frades franciscanos, quando da colonização.
No início as dramatizações eram populares, mas com o passar do tempo transformaram-se em um misto de religioso e profano, ou até unicamente profano, quando predominam os diálogos obscenos, perdendo a forma lírica.
O pastoril tem os cordões encarnado e azul, representando os mouros e os cristãos, que se contrapõem, contando a história das pastoras a caminho de Belém da Judéia, onde nasceu Jesus, tendo como personagens, além das Pastoras, Mestra do cordão encarnado, Contra-mestra do cordão azul e Diana, como figura central e pertencente aos dois partidos, além de outros personagens como Libertina, Anjo, Culpa, Herodes, Eva, Borboleta, Graça, Camponesa, cigana, Lusbel e também a figura do Velho do Pastoril, que tem como função alegrar a platéia.
Em São José da Coroa Grande foram pastoris famosos os de Sabino Inácio, Palmeirinha e Futrica, além do pastoril de Maria da Bili, que utilizava papel crepom, o de Alice Antônia da Conceição ( Louinha ) e o de Maria Avani de Oliveira ( Vanda ), fundado em 1974, com a ajuda da paróquia para a confecção de roupas. Mas hoje em dia as apresentações são feitas somente por grupos formados em escolas, ou grupos de danças, quando da realização de festividades.

Quadrilha

A quadrilha tem origem nas festas palacianas do século XIX, sendo tradicionalmente a dança que era marcada na abertura dos bailes e gritada pelo “marcante”.
No período junino, é tradição a apresentação de quadrilhas organizadas por escolas e bairros, principalmente nos municípios do interior do estado. Até o fim da década de 80 as quadrilhas eram exclusivamente caracterizadas por vestimentas matutas, em uma alusão aos habitantes do interior.
Desde então as “quadrilhas matutas” estão sendo substituídas pelas chamadas “quadrilhas estilizadas”, quebrando a tradição em nome das sofisticadas roupas e apresentações, merecendo registro que tais quadrilhas estão se constituindo em uma fonte de recursos para seus organizadores e participantes, que cobram para fazer apresentações.

Forró

O forró é uma tradição nordestina e pode ser definido como música ou dança, se constituindo em uma forma de comemorar as festas juninas, quando acordes de sanfona, acompanhados por zabumba e triangulo, dão o ritmo da dança, que muitos chamam de rala-bucho.
Desde a década de 1970, quando começaram a ser construídas casas destinadas às festas juninas, que até então eram comemoradas em clubes ou casas de famílias, o forró tomou uma dimensão que, na última década do século XX, se transformou em uma rentável fonte de divisas, época que apareceram inúmeros grupos de forró, utilizando metais, teclados e outros sofisticados recursos, quebrando a tradição.

Bumba-meu-boi

Também chamado de Boi-bumbá, é uma manifestação folclórica originaria das fazendas de gado do nordeste, no século XVIII, onde é retratada a vida e rapto, morte e ressureição de um boi, através de danças, cantos e declamações, acompanhados por sanfona, zabumba, ganzá, pandeiro e violão.
Na representação, feita por componentes trajando roupas e alegorias, estão o vaqueiro ( Mateus, Fidélis ou Negro Chico ), a mulher cabocla, grávida com desejo de comer a língua do boi e esposa do vaqueiro ( Catirina ), o homem branco, patrão português ( Patrão ou Coronel ), o boi e mais outros personages, como Foiara, cavalo-marinho, morto e vivo, Jaraguá, Caipora, Diabo, Manoel pequenino, caboclo do ar, burra, trabalhadores, empata samba, urubu, morte e lobisomem, entre outros, dependendo da região do país.
Em São José da Coroa Grande a tradição foi comandada por José Antônio do Nascimento, o Zé Miau, nas décadas de 1970 e 1980.

Bibliotecas

Biblioteca Pública Municipal

A biblioteca, que tem como nome Mário de Albuquerque Santos, foi fundada em 1972 e inicialmente instalada na Praça Constantino Gomes Ferreira, estando em 2003 no antigo edifício da Cibrazem, com acervo de aproximadamente 5.000 livros e e registrando uma média de 80 empréstimos por mês.

Biblioteca de Várzea do Una

A biblioteca está instalada desde 2001, no Museu do Una, contando com acervo de 3.000 livros e videoteca.

Símbolos Municipais

Hino

O hino de São José da Coroa Grande foi escolhido em outubro de 2002, e homologado de acordo com a lei municipal 665/03, de 10 de abril de 1002, tendo como autores a poetiza Juliete Carvalho ( letra ) e o maestro José Marcelo Santos da Silva ( música ).
Foi escolhido por meio de concurso público, tendo a comissão julgadora sido formada pelo membro da União Brasileira de Escritores, ex-aluno do Conservatório Pernambucano de Música e Cidadão Coroense Bertrando Bernardino da Silva, como presidente; o ex-prefeito de São José da Coroa Grande por três mandatos e profundo conhecedor da história e cultura do município Dr. Severino Ramos Alves; o teólogo, professor e diretor da Escola Bíblica Cristã de São José da Coroa Grande Moizés Lins e o compositor, instrumentista, professor de música e maestro radicado na cidade dos Barreiros José Martins.

No passado, não muito distante,
Oh! Linda terra lhe chamaram Puiraçu.
Bravos índios, primeiros habitantes,
Belas Coroas, em mar sempre azul.

O açúcar foi um marco na história,
Que era exportado na Praia do Gravatá.
Abreu e Várzea do Una, seus distritos,
Muitos engenhos o município vem formar.

Refrão:

São José da Coroa Grande,
Resplandece hoje o sol do progresso,
Seus filhos orgulhosos agradecem,
Ao nosso Deus pelo grande sucesso.

As margens do Persinunga nos uma,
Ao estado de Alagoas, um abraço.
Lembram o pescador e tirador de coco,
Brava gente, que não conhece fracasso.

Fauna, flora, manguezais, densas praias,
Os coqueiros e recifes de corais,
Representam a grandeza de um povo,
Cujo lema é a preservação da paz.

Bandeira

A bandeira de São José da Coroa Grande foi criada pelo jornalista Bartholomeu Pereira da Silva ( Nenga ), que comentou sobre as formas e cores: “ O azul mais escuro da parte inferior representa o mar e o azul da parte superior representa o céu, enquanto que os raios amarelos representam o sol e os estados da nação e o Distrito Federal, correspondendo à integração de São José da Coroa Grande no Brasil, dada a sua vocação turística”.
Registra-se ainda que o azul escuro é ______________________ e o azul claro ___________________________. As dimensões são 20 x 14 quadros.

Associação Coroense de Artes e Letras

Objetivando proporcionar maior integração entre os artistas, foi fundada em julho de 2001, no ateliê dos artistas Vera e Earl Nielsen, a Associação Coroense de Artes e Letras, contando com a presença de 25 artistas e literatos da região, estando formada por grupos que abrangem música, dança e teatro; literatura e poesia; pintura, desenho, escultura e artesanato.
Após 90 dias da fundação, através de um mutirão de artistas, foi instalado o Espaço Cultural de São José da Coroa Grande, em uma área cedida pela prefeitura municipal, para abrigar os artistas e seus trabalhos, em meio a grande festividade, mas lamentavelmente a referida área foi retomada com menos de um ano da fundação e não transferida para outro local, prejudicando não somente os artistas como a cultura e o turismo do município.